sábado, 30 de março de 2013

G.I. JOE: RETALIAÇÃO - CRÍTICA

O que o Snake Eyes diria desse filme? Nada, ele não fala porque fez um voto de silêncio.  Piadas toscas a parte, vamos ao que importa! Estreou nesta sexta-feira (29) a continuação da adaptação dos bonecos de ação da Hasbro para o cinema, G.I. Joe: Retaliação (G.I.Joe 2: Retaliation, na versão original).



O segundo filme tem uma trama melhor arquitetada, embora o roteiro se torne mais cansativo e clichê. Na sequência, Zartan, disfarçado de presidente (branco) dos EUA, junto com o comandante Cobra elabora um plano para desativar todas as ogivas nucleares da Terra, não porque eles são legais, mas porque tinham uma arma mais poderosa para dominar o mundo (clichê? Nem um pouco!). O único que poderia impedir seu “maléfico plano” seria o esquadrão especial, conhecido como joes. Os vilões logo tratam de eliminar (isso mesmo, eliminar) todos os joes. Seria o fim de tudo se não houvesse sobreviventes. Fica por conta do trio Readblock (Dwayne Johnson) Flint (Dj Cotrona) e Lady Jane (Adrienne Palicki) a vingança e a esperança de salvar o mundo. Você deve estar se perguntando quem são esses três, sim, eles não estavam no primeiro filme e roubaram a cena no segundo.



 A troca de personagens sem dúvida não agrada aos fãs, uma vez que toda a equipe do primeiro longa é substituída sem nem mesmo uma explicação. O único que dá as caras, mesmo que seja para morrer (desculpe pelo spoiller) é o protagonista do filme anterior Duke (Channing Tatum), uma morte, que desmerece o personagem. O que salva o filme, sem dúvida, são os ninjas (Snake Eyes e Storm Shadow), tanto pela história quanto pelas sequências de ação, que merecem total foco, uma vez que são as mais empolgantes.


O efeito do 3D também deixa muito a desejar, embora isso fosse esperado, já que o filme programado para estrear em 2012 foi adiado para esse ano, com o objetivo da adaptação da nova tecnologia, contudo a conversão fornece poucas cenas com o efeito 3D. Uma dica? Economize na compra do ingresso optando pelo 2D. Pontos positivos para o cenário e para os efeitos especiais, e claro, não posso me esquecer, da participação especial do Bruce Willis (Coronel Joe) que parece ter sido colocado no filme para fazer os fãs esquecerem que o elenco do primeiro filme sumiu.

Análise final: Gostei mais do primeiro, mas ignorando a troca de personagens G.I.Joe: Retaliação é uma ótima produção.

Ficha técnica
Nome do filme: G.I. Joe: Retaliação
Nome original: G.I.Joe 2: Retaliation
Direção: Jon M. Chu
Roteiro: Rhett Reese e Paul Wernick
Elenco: Bruce Willis, Channing Tatum, Dwayne Johnson
Classificação: 12 anos



[Texo: Pedro Almeida; revisão: Mônica Seolim]

sexta-feira, 22 de março de 2013

UMA OUTRA FORMA DE LEITURA



O Ministério da leitura adverte: ler faz bem! Por mais que nosso ex-presidente possa dizer que ler é chato, continuo adepto às comprovações científicas dos benefícios da leitura. Ela melhora a capacidade cognitiva das pessoas, aumenta o repertório, melhora o raciocínio lógico e a capacidade de elaboração de redações. E, é claro, livros são ótimas válvulas de escape.

Bom, mas sabe o que é melhor do que ler livros? É ler pessoas, cada pessoa é um livro aberto, uma história a ser explorada. E para isso basta você querer, e procurar conhecê-las. Talvez você se pergunte: isso é uma coluna de literatura o cara vai ficar falando de coisas humanas? Sim, eu vou. E vou defender meu pensamento com fortes argumentos.

Porque ler pessoas é melhor do que ler livros? Enquanto lemos imaginamos cenas. Acontecemos. Sentimos. Agora, como você vai saber o que Bella sentia por Edward se nunca se apaixonou por alguém? Como você vai entender a amizade de Rony e Harry se não estabelecer laços de amizade verdadeira na vida real? Mais importante do que imaginar personagens é conhecê-los em sua essência. E aquele velho ditado “não julgue um livro pela capa” vale nos dois casos.

Vamos parar de ler e ir pro barzinho? Não exatamente, o que eu quero dizer é o seguinte: leia, leia mesmo, de tudo, de romance a livros técnicos sobre teorias sociológicas. Devore livros, artigos, blogs, folhetos, jornais. Mas não se esqueça de conversar com o vizinho, de cumprimentar a pessoa que senta ao seu lado no ônibus, de sair com os amigos, de comparecer aos almoços de família. Acredite, muito melhor do que ser o protagonista das inúmeras aventuras da terra da fantasia é você ser protagonista de sua própria vida, e tão contagiante quanto as tramas dos impressos é também as tramas da vida dos humanos.














[Texto: Pedro Almeida]

quinta-feira, 21 de março de 2013

ACEITA UM CHÁ?

Ao abrir os jornais, algo fica claro: a coisa está feia! As pessoas acabam ficando com a sensação de que a natureza humana atravessa cada vez mais desgraças. Tragédias sempre aconteceram, mas nunca estiveram em tamanha evidência e nem em tamanha projeção: miséria, falta de água, degradação ambiental estão no cardápio do planeta para os próximos anos. Pobreza extrema e degradação do planeta serão aspectos comentados com frequência nas casas, daqui a 37 anos, durante a tarde, tomando um chá.

Aliás, talvez essa pobreza já nem nos permita comprar chá. Então... tomando água? Também não existirá mais água. É possível que três ou quatro famílias dividam um mesmo quarto. Isso mesmo! E quem pode sustentar esta teoria é o relatório da ONU, que prevê uma catástrofe ambiental, motivada pela pobreza, no ano de 2050.





Apesar dos caríssimos investimentos em sustentabilidade e energias renováveis – que foram realizados por diversos países –, estima-se que em 37 anos quase 3 (três!) bilhões de pessoas estarão vivendo sob extrema pobreza, das quais ao menos 155 MILHÕES estarão concentradas no Caribe e América Latina. Entre os principais motivos, a falta de água potável e matéria-prima (de industrializados e agricultura), que aumentará os valores dos produtos que ainda estarão à venda. As famílias já miseráveis, não terão condições de obter tais recursos, e as chances de sair da pobreza serão praticamente nulas.






Não podemos ignorar, é claro, o famoso aquecimento global, que já é um velho conhecido! O agravamento do efeito estufa, provado pela poluição, está aumentando a temperatura terrestre, o que precisa ser considerado como aspecto motivador da pobreza. Torcemos para que os adoradores do calor estejam lendo essa matéria, e ao mesmo tempo, percebendo o quanto o “caridoso” sol pode ser prejudicial, tanto para os que não possuem o hábito de usar o protetor solar, quanto para o restante da população mundial!



E o caos estará instaurado! 1,9 bilhão de pessoas entrando na extrema miséria. Um destino que parece não poder ser evitado. E agora, o que fazer? Talvez tomar um chá enquanto ele ainda pode ser comprado, ou um copo de água, enquanto ela ainda existe.


Texto: Mônica Seolim e Fernanda Bertonha



segunda-feira, 11 de março de 2013

OZ - MÁGICO E PODEROSO - CRÍTICA


“Toto, i’ve got a feeling we’re not in Kansas anymore”.

Começo meu texto com uma afirmativa: Se você é fã da história de Dorothy e seus amigos, que procuram o mágico para realizar seus desejos, esqueça tudo isso. Essa adaptação é como um início para a história dela. Mesmo assim, o filme vale a pena. Não por ser uma grande produção, mas pela história. Um filme infantil com valores que fogem um pouco das histórias da Disney.

Roteiro:
A história começa no Kansas, no início do século XX, onde Oz (James Franco) é apenas um mágico de circo. Um acidente de balão leva nosso personagem ao Mundo Mágico de Oz onde conhece a primeira bruxa, Theodora (Mila Kunis, linda como sempre). A garota conta sobre a profecia em que um mágico viria dos céus para salvar o povo.



A grande jogada do roteiro é como as bruxas manipulam as pessoas e o próprio mágico. O modo como a história se desenrola é muito interessante. Porém, o ponto máximo do filme é realmente o final. Sem spoilers, é claro. É certo dizer que o filme não possui muita ação, o que pode se tornar cansativo com o tempo, mas a estratégia utilizada por Oz e a Bruxa Boa, Glinda (Michelle Williams) realmente faz o filme valer a pena. Vale lembrar também que o publico alvo do filme são crianças. Logo, é impossível fazer um filme realmente profundo, em vários sentidos.

As Bruxas (Figurinos e Considerações):
Os vestidos das bruxas entregam os papéis logo no começo. Theodora usa um chapéu vermelho, camisa branca com um casaco vermelho e calça preta de cintura alta. A bruxa carrega ambos amor e violência consigo, porém, o amor sempre prevaleceu na sua vida.



Eleonora (Rachel Weisz), a verdadeira bruxa má, quando se vê traída pelo mágico, faz seu lado violento prevalecer. Ao entrar em cena, manda Oz atrás da "bruxa má" (que, na verdade, é a bruxa boa), para que ele quebre sua varinha e, assim, salve o povo. Até aí tudo bem, se ela não estivesse vestida de preto com detalhes de ‘morte’ nos ombros. Glinda (Michelle Williams) já aparece de branco e, por ser a ultima a aparecer, já da a entender para que está na história. Mesmo assim, o figurino parece muito clichê, sem maiores detalhes, principalmente no mágico, que usa sempre a mesma roupa e o mesmo chapéu.

Cenários:Fracos. Não, fraquíssimos. Não, pior. Calma! Não existem palavras que definam. Um filme que tem sua história inteira passada em um lugar ‘mágico’ não poderia deixar a desejar nos cenários. Porém, esses cenários, quando grandes, se mostram desenhos sem muito realismo e, quando pequenos, não possuem detalhes. Com certeza um dos pontos fracos do filme. Ou melhor, fraquíssimos. Não, pior!




3D:
Adoro comentar os filmes 3D. Em sua maioria, os filmes com essa ‘tecnologia’ não são feitos assim. Ou seja, não são filmados com as câmeras necessárias. São filmados normalmente e recebem os efeitos na edição final, deixando vários resultados ridículos. Porém, para meu desgosto, o 3D aqui é...interessante. Não vou dizer que é incrível, longe disso, mas perto de tudo que está nos cinemas, ele tem um papel interessante. Fugindo do clássico 3D em que vemos as flechas vindo em nossa direção ou apenas água sendo jogada (tudo isso está presente), Oz, Mágico e Poderoso mostra cenas em que é possível perceber o cenário ao fundo com os atores sobrepostos. Se vale a pena assistir em 3D? Eu acredito que não.

Considerações finais:
Bom, apesar de tudo o filme é legal. Nada mais que isso. Leve as crianças para assistir e você terá um bom programa em família. Se você pensa em assistir porque quando era pequeno gostava da história original.... Bom, vale a pena também. É interessante conhecer esse outro lado da história.

Ficha técnica: 
Nome do filme: Oz - Mágico e Poderoso
Nome original: Oz - The Great and Powerful
Direção: Sam Raimi (de Xena, Hércules e Homem-Aranha 3)
Roteiro: Mitchell Kapner e David Lindsay-Abaire
Elenco: James Franco, Mila Kunis, Rachel Weisz, Michelle Williams, Zach Braff. 
Classificação: 12 anos

terça-feira, 5 de março de 2013

O COMEÇO DE TUDO...


Eu queria ser músico. Sempre foi meu sonho antes mesmo de realmente querer ser jornalista. Mas enquanto você lê esse texto, milhares de jovens aspirantes a músicos partilham essa vontade, e hordas de bandas ensaiam pelas garagens e estúdios mundo afora. Tenha certeza de uma coisa: a maioria ficará  pelo caminho.

E não é maldade minha. Isso é um fato! Porque é muito difícil levar esse desejo adiante - e eu sei bem disso. Primeiro porque demanda tempo e horas de dedicação e estudo - como qualquer coisa na vida, é claro. Se você possui essas duas coisas combinadas, ótimo. Segundo, e talvez o mais importante, é o dinheiro. Bons instrumentos custam caro e, mesmo que você invista uma boa grana neles, não há garantia de retorno - a não ser aquele prazer que quem domina um instrumento, do oboé à clarineta, sente ao tocar.

Bem, a ideia que me motivou a escrever isso foram as minha experiências como músico em algumas bandas. Para isso, eu preciso deixar claro uma coisa: eu gosto de Rock 'n' Roll e, especificadamente, Heavy Metal. Sim, aquela música barulhenta, que ninguém entende nada e que versa sobre as proezas do demônio. Se você acredita que a definição do Metal é realmente essa descrita acima, desculpe desapontá-lo, mas você está equivocado. Antes de qualquer coisa, o rock e todas suas divisões, sub-divisões e adições são apenas uma manifestação artística em forma de música. Nem melhor, nem pior do que qualquer outra. Apenas diferente? Não sei, talvez seja mesmo.

CONTINUAÇÕES:  



> Jader recomenda: Hangar - Call me in the name of death 


sábado, 2 de março de 2013

DEZESSEIS LUAS - CRÍTICA

Beautiful Creatures, ou Dezesseis Luas, que chegou aos cinemas nesta última sexta (1 de março), está sendo considerado o sucessor de Crepúsculo. Por ter temática de fantasia, em que saem os vampiros e lobisomens e entram os chamados "Conjuradores*", talvez seja a única semelhança com o queridinho dos adolescentes. A história é um pouco clichê: tem uma típica escola americana, com garotas populares mimadas, o rapaz atlético, a menina estranha pela qual o rapaz atlético, por alguma razão, se apaixona e um motivo pelo qual eles não podem ficar juntos. 


















Ele não é bonito para ser chamado de galã de cinema. Ela também não tem aquela beleza de parar o trânsito. Mas eles fazem um bom casal. Nada de muito especial, porém. Lena Duchannes (a novata Alice Englert) é aquela típica adolescente ingênua que está descobrindo, aos poucos, do que se trata a vida. Ao mesmo tempo, odeia o preconceito das pessoas da cidade em que passa a viver. O namorado, Ethan Wate (outro novato, Alden Ehrenreich) é a cópia exata daqueles caras que se acham engraçados, mas só pagam mico. O diferencial está justamente no fato de não serem um típico casal de filme - lindos, engraçados, carismáticos.



Os trunfos do filme, com certeza, são os coadjuvantes Jeremy Irons (como Macon Ravenwood, tio da protagonista), Viola Davis (uma espécie de tutora de Ethan) e Emma Thompson (Mrs. Lincoln, uma mulher bastante religiosa). Eles, muitas vezes, roubam a cena e seguram o filme para não se tornar uma completa tragédia.



E agora? Será que pega essa nova moda de "Conjuradores"?

Ficha técnica: 
Nome do filme: Dezesseis Luas
Nome original: Beautiful Creatures
Direção: Richard LaGravenese (de Ps. Eu Te Amo e Água para Elefantes)
Roteiro: Richard LaGravenese (roteiro), Kami Garcia e Margaret Stohl (livro)
Elenco: Alden Ehrenreich, Alice Englert, Jeremy Irons, Viola Davis, Emma Thompson e Emmy Rossum
Classificação: 12 anos




*Conjuradores: espécie de feiticeiros que, ao fazer 16 anos, são escolhidos ou pelas trevas ou pela luz. Os escolhidos pelas trevas são, automaticamente, excluídos da família.

sexta-feira, 1 de março de 2013

RENAN CALHEIROS CURTIU ISTO!

Muitos compartilharam, mas poucos compareceram ao protesto contra o presidente do senado Renan Calheiros, que aconteceu no último sábado (23 de fevereiro) em diversas capitais do país. Levando em consideração as 1,6 milhões de assinaturas pedindo sua saída e a repercussão nas mídias sóciais criticando a postura do senador, houve uma participação muito menor do que se esperava. Os quase 200 protestantes na Praça Tiradentes em Curitiba pareciam uma piada de mal gosto, se comparados com os mais de dois mil que confirmaram a presença no evento.



A servidora pública Franciele, de 24 anos, reclama que a organização do protesto foi falha: “Saímos da Tiradentes e, quando chegamos na Boca Maldita, o organizador agradeceu a presença de todos, como se já houvesse acabado". O advogado, Felipe de 24 anos, acrescentou ainda que já era esperado um número pequeno de pessoas no protesto, mas que, apesar disso, o número foi bem maior do que a última manifestação, que ocorreu na semana de Carnaval com a presença de 40 pessoas.

No mesmo dia, algumas horas depois, aconteceu também na Boca Maldita, o Harlem Shake, que nada mais é do que a gravação de um vídeo de 30 segundos, em que pessoas dançam de maneira descoordenada a mesma música. O evento - assim como o manifesto contra Renan Calheiros - foi amplamente divulgado pelo Facebook. A diferença, porém, é que a maioria dos que confirmaram presença foram para a gravação do vídeo.


Para assistir ao vídeo, clique AQUI!

Texto: Everton Lima