sexta-feira, 22 de março de 2013

UMA OUTRA FORMA DE LEITURA



O Ministério da leitura adverte: ler faz bem! Por mais que nosso ex-presidente possa dizer que ler é chato, continuo adepto às comprovações científicas dos benefícios da leitura. Ela melhora a capacidade cognitiva das pessoas, aumenta o repertório, melhora o raciocínio lógico e a capacidade de elaboração de redações. E, é claro, livros são ótimas válvulas de escape.

Bom, mas sabe o que é melhor do que ler livros? É ler pessoas, cada pessoa é um livro aberto, uma história a ser explorada. E para isso basta você querer, e procurar conhecê-las. Talvez você se pergunte: isso é uma coluna de literatura o cara vai ficar falando de coisas humanas? Sim, eu vou. E vou defender meu pensamento com fortes argumentos.

Porque ler pessoas é melhor do que ler livros? Enquanto lemos imaginamos cenas. Acontecemos. Sentimos. Agora, como você vai saber o que Bella sentia por Edward se nunca se apaixonou por alguém? Como você vai entender a amizade de Rony e Harry se não estabelecer laços de amizade verdadeira na vida real? Mais importante do que imaginar personagens é conhecê-los em sua essência. E aquele velho ditado “não julgue um livro pela capa” vale nos dois casos.

Vamos parar de ler e ir pro barzinho? Não exatamente, o que eu quero dizer é o seguinte: leia, leia mesmo, de tudo, de romance a livros técnicos sobre teorias sociológicas. Devore livros, artigos, blogs, folhetos, jornais. Mas não se esqueça de conversar com o vizinho, de cumprimentar a pessoa que senta ao seu lado no ônibus, de sair com os amigos, de comparecer aos almoços de família. Acredite, muito melhor do que ser o protagonista das inúmeras aventuras da terra da fantasia é você ser protagonista de sua própria vida, e tão contagiante quanto as tramas dos impressos é também as tramas da vida dos humanos.














[Texto: Pedro Almeida]

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